VERA
LÚCIA MARIA DA CRUZ
Analisando a leitura e escrita lembrei-me aprendi minhas primeiras
palavras com minha mãe. Ela não havia estudado nem até a antiga 4ª série, mas
teve a ajuda de sua patroa (dona Isa), que a orientou bem antes do meu
nascimento. Quando fui para a escola já lia e escrita algumas coisas, consegui
aprender com o incentivo e carinho que me foram proporcionados. Método meio
Caminho Suave e o Bê ABA da Bahia. Fazia pequenas leituras
soletrando as letras ou sílabas, mostrava desenhos para que houvesse
associação. Tudo muito simples, com cadernos pequenos ou folhas de rascunhos. A
partir disto sempre gostei de ler e fiquei meio " Danuza Leão", saio
lendo tudo que vejo. Me detenho para algo que considero mais importante para
minha vida ou conhecimento. Ler amplia horizontes,faz refletir em relação ao
mundo, as pessoas, os comportamentos. A escrita vem leve, quando se tem uma
base, o conhecimento de algum tema. O conhecimento da leitura.
WALDENIA
MARCIA DE ALMEIDA
O meu processo de alfabetização e as minhas primeiras experiências de
leitura e escrita foram recheadosde bons momentos. Tive o incentivo de minas
duas irmãs mais velhas com quem brincava de "aulinha"e de uma
professora exigente e afetuosa que cobrava nosso esforço e nos premiava
com elogios, abraços, apertões nas bochechas(vivíamos com as bochechas coradas,
tamanho era o incentivo).Fui alfabetizada com o poético e bucólico "O
barquinho amarelo", cujos personagens (os irmãos Marquinho, Marcelo e
Rosinha) moravam em um sítio e viviam singelas e emocionantes experiências
.Quantas imagens poéticas eram criadas e desvendadas pela nossa turma com a
ajuda da "tia " (podíamos chamá-la assim sem drama ou lição de moral)
Marilda.Que alegria quando identificávamos uma palavra, uma frase, naquele
emaranhado de letras.Que alegria quando já conseguíamos ler sozinhos uma página
inteira. Ler e escrever era, nesse começo de vida , uma tarefa menos pesada que
prazerosa, pois não faltava apoio e vontade de aprender.
JOANA
ANGELICA BONJOVANI LAMAZALES
Sou de família que trabalha arduamente com a meta de educar academicamente seus
filhos.
Meu avô materno,
Francisco, abria matas, mas deu um diploma de professor a cada um de seus três
filhos. Meu avô paterno, Atílio, era sapateiro, mas educou seus dez filhos como
ninguém.
Minha mãe,
trabalhadora incansável - e excelente professora primária – , a exemplo de seu
pai, sempre primou pelo nosso aprendizado. Tinha a escola como referencial de
bom futuro e equilíbrio. Meu pai, primeiro homem e segundo filho de dez
irmãos, formou-se no curso Técnico depois de casado, quando minha irmã já tinha
dois anos de idade. Os dois batalharam muito para o sucesso profissional de
seus quatro filhos.
Portanto, quando o
assunto era leitura e escrita, surgia minha mãe com seus textos escritos em
cartolinas coloridas, as pendurava na lousa que tínhamos – feita na parede – na
área dos fundos da nossa casa, e começava o ensinamento. E ai de nós se não quiséssemos
acompanhar a leitura. Bem, ai de mim, porque minha irmã já lia com perfeição.
Lembro-me das
leituras feitas em voz alta, em pé, com boa postura e dicção. Nada de gritaria.
A parte escrita começava com uma conversa observando uma gravura linda, colorida,
enorme, também pendurada na lousa. A partir daí tínhamos que escrever uma
composição. Sim, uma “composição”, que tinha uma estrutura e certo tamanho, com
começo, meio e fim e tínhamos que dar nome a ela.
Aprendi muito com a
severa e querida senhora minha mãe, Dona Rachel, e com tantos outros
professores ao longo do meu percurso.
Saudades desse bom tempo de criança , quando
estudar na escola, fazer os deveres escolares e brincar eram nossas únicas
responsabilidades.
ZELIA
MARIA SIQUEIRA MAGALHAES
Sempre gostei de ler, desde pequena.
Venho de uma família bem humilde, não tínhamos livros, revistas em casa;
mas tinha um pai que apesar de severo , gostava de me contar histórias
que ele mesmo inventava.
Na minha infância os meus pais conversavam muito, relatavam suas
experiências de vida ,contavam suas histórias de assombrações , de saci e
havia também histórias de coragem, de superações e assim iam inserindo o valor de aproveitar as oportunidades da vida em frequentar uma
escola, poder aprender a ler e a escrever, para no futuro ter chance de ter
mais oportunidades do que eles próprios tiveram. Nessa época, quase nem se
assistia tv em casa, (tv preto e branco com imagens distorcidas) pois ela vivia
quebrada e nós sem dinheiro para consertá-la.
Aprendi a ler com a Professora Amália, com a cartilha "Caminho
Feliz", uma senhorinha muita doce que estimulávamos a ler de todas as
formas. até com "embarés" (tipo de doce) que era dado aos alunos que
liam com mais rapidez e por fim era dado a todos.
E ao conseguir ler, passei ler tudo que encontrava, gibis, jornais
,revistas, rótulos e que foram se aprimorando com o tempo com leitura de
romances, contos ficção e etc.
Agora se tem fácil acesso para todo tipo de leitura , mas quando jovem
não foi assim, tinha que se emprestar o livro de alguém, xerocar ou comprar em
último caso, pois o dinheiro sempre foi escasso.
Até hoje adoro ler, principalmente quando estou no ônibus, trem, fila,
sala de espera, na praia; pois assim a hora voa e a minha imaginação também.
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