domingo, 9 de junho de 2013

Depoimentos sobre leitura e escrita

VERA LÚCIA MARIA DA CRUZ


Analisando a leitura e escrita lembrei-me aprendi minhas primeiras palavras com minha mãe. Ela não havia estudado nem até a antiga 4ª série, mas teve a ajuda de sua patroa (dona Isa), que a orientou bem antes do meu nascimento. Quando fui para a escola já lia e escrita algumas coisas, consegui aprender com o incentivo e carinho que me foram proporcionados. Método meio Caminho Suave e o  Bê  ABA da Bahia. Fazia pequenas leituras soletrando as letras ou sílabas, mostrava desenhos para que houvesse associação. Tudo muito simples, com cadernos pequenos ou folhas de rascunhos. A partir disto sempre gostei de ler e fiquei meio " Danuza Leão", saio lendo tudo que vejo. Me detenho para algo que considero mais importante para minha vida ou conhecimento. Ler amplia horizontes,faz refletir em relação ao mundo, as pessoas, os comportamentos. A escrita vem leve, quando se tem uma base, o conhecimento de algum tema. O conhecimento da leitura.



WALDENIA MARCIA DE ALMEIDA

O meu processo de alfabetização e as minhas primeiras experiências de leitura e escrita foram recheadosde bons momentos. Tive o incentivo de minas duas irmãs mais velhas com quem brincava de "aulinha"e de uma professora exigente e afetuosa que cobrava nosso esforço  e nos premiava com elogios, abraços, apertões nas bochechas(vivíamos com as bochechas coradas, tamanho era o incentivo).Fui alfabetizada com o poético e bucólico "O barquinho amarelo", cujos personagens (os irmãos Marquinho, Marcelo e Rosinha) moravam em um sítio e viviam singelas e emocionantes experiências .Quantas imagens poéticas eram criadas e desvendadas pela nossa turma com a ajuda da "tia " (podíamos chamá-la assim sem drama ou lição de moral) Marilda.Que alegria quando identificávamos uma palavra, uma frase, naquele emaranhado de letras.Que alegria quando já conseguíamos ler sozinhos uma página inteira. Ler e escrever era, nesse começo de vida , uma tarefa menos pesada que prazerosa, pois não faltava apoio e vontade de aprender.
 http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/p

JOANA ANGELICA BONJOVANI LAMAZALES

Sou de família que trabalha arduamente com a meta de educar academicamente seus filhos.
Meu avô materno, Francisco, abria matas, mas deu um diploma de professor a cada um de seus três filhos. Meu avô paterno, Atílio, era sapateiro, mas educou seus dez filhos como ninguém.
Minha mãe, trabalhadora incansável - e excelente professora primária – , a exemplo de seu pai, sempre primou pelo nosso aprendizado. Tinha a escola como referencial de bom futuro e equilíbrio.  Meu pai, primeiro homem e segundo filho de dez irmãos, formou-se no curso Técnico depois de casado, quando minha irmã já tinha dois anos de idade. Os dois batalharam muito para o sucesso profissional de seus quatro filhos.
Portanto, quando o assunto era leitura e escrita, surgia minha mãe com seus textos escritos em cartolinas coloridas, as pendurava na lousa que tínhamos – feita na parede – na área dos fundos da nossa casa, e começava o ensinamento. E ai de nós se não quiséssemos acompanhar a leitura. Bem, ai de mim, porque minha irmã já lia com perfeição.
Lembro-me das leituras feitas em voz alta, em pé, com boa postura e dicção. Nada de gritaria. A parte escrita começava com uma conversa observando uma gravura linda, colorida, enorme, também pendurada na lousa. A partir daí tínhamos que escrever uma composição. Sim, uma “composição”, que tinha uma estrutura e certo tamanho, com começo, meio e fim e tínhamos que dar nome a ela.
Aprendi muito com a severa e querida senhora minha mãe, Dona Rachel, e com tantos outros professores ao longo do meu percurso.
Saudades desse bom tempo de criança , quando estudar na escola, fazer os deveres escolares e brincar eram nossas únicas responsabilidades.


ZELIA MARIA SIQUEIRA MAGALHAES

http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/p
Sempre gostei de ler, desde pequena.
Venho de uma família bem humilde, não tínhamos livros, revistas em casa; mas tinha um pai que apesar de severo , gostava de me contar histórias  que ele mesmo inventava.
Na minha infância os meus pais conversavam muito, relatavam suas experiências de vida ,contavam  suas histórias de assombrações , de saci e havia também histórias  de coragem, de superações e assim iam inserindo o valor de aproveitar as oportunidades da vida em frequentar uma escola, poder aprender a ler e a escrever, para no futuro ter chance de ter mais oportunidades do que eles próprios tiveram. Nessa época, quase nem se assistia tv em casa, (tv preto e branco com imagens distorcidas) pois ela vivia quebrada e nós sem dinheiro para consertá-la. 
Aprendi a ler com a Professora Amália, com a cartilha "Caminho Feliz", uma senhorinha muita doce que estimulávamos a ler de todas as formas. até com "embarés" (tipo de doce) que era dado aos alunos que liam com mais rapidez e por fim era dado a todos.
E ao conseguir ler, passei ler tudo que encontrava, gibis, jornais ,revistas, rótulos e que foram se aprimorando com o tempo com leitura de romances, contos ficção e etc. 
Agora se tem fácil acesso para todo tipo de leitura , mas quando jovem não foi assim, tinha que se emprestar o livro de alguém, xerocar ou comprar em último caso, pois o dinheiro sempre foi escasso.


Até hoje adoro ler, principalmente quando estou no ônibus, trem, fila, sala de espera, na praia; pois assim a hora voa e a minha imaginação também.

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